Os perigos da Automedicação

Os perigos da Automedicação
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Automedicação:

Os perigos da automedicação: ou seja o hábito de tomar medicamentos sem receita ou orientação médica. Um comprimido para dor de cabeça, outro para náuseas, algumas gotinhas para as cólicas , um pozinho milagroso para inchaços e queimações. Você certamente toma esse remedinhos “inofensivos” nestas e em outras situações sem consultar um especialista.
A automedicação responsável pela morte de 20 mil pessoas por ano no país, segundo a Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica, sendo a maior parte dos casos resultante de intoxicação e reações alérgicas.

automedicação

E quando não mata , este procedimento pode retardar o diagnóstico de uma doença mais grave, comprometendo o tratamento.
O Brasil é recordista mundial em automedicação. De acordo com pesquisa de 2016 feita pelo Instituto de Ciência Tecnologia e Qualidade (ICTQ), 72% dos brasileiros se medicam por conta própria.

Muitos têm o hábito de aumentar as dosagens para obter alívio mais acelerado. Outro dado relevante mostra que 40% da população faz o autodiagnóstico por meio da internet.

A automedicação é apenas um dos tipos de uso irracional de medicamentos.

Outras formas estão:

• Uso abusivo de medicamentos (polimedicação);
• Uso excessivo por via de administração inadequada (injetável ao invés de oral);
• Uso do medicamento como forma exclusiva de cura para doenças (medicalização);• Uso inadequado de antimicrobianos, tanto em doses incorretas quanto em infecções não-bacterianas;
• Prescrição em desacordo com as normas clínicas.

Causas da automedicação

A principal causa da automedicação talvez esteja relacionada a um aspecto cultural: tomar remédio por conta própria, sem a necessidade de ir até o médico, alivia a dor de imediato. No entanto, outras causas podem contribuir para essa prática:
• Precariedade do sistema de saúde;
• Dificuldade para marcar consultas médicas;
• Variedade de produtos fabricados pela indústria farmacêutica;
• Venda livre de medicamentos;
• Livre acesso à informações sobre doenças por meio da internet;
• Falta de fiscalização na venda de medicamentos prescritos.

Os medicamentos comumente utilizados são:

• Amoxil;
• Aspirina;
• Dorflex;
• Neosaldina;
• Neosoro;
• Omeprazol;
• Paracetamol;
• Sal de Fruta Eno;
• Salonpas;
• Torsilax;
• Tylenol.

 

Em crianças:

o mau hábito é ainda mais perigoso, pois  a ingestão de remédios sem conhecimento e orientação de um médico pode levar ao aparecimento de diversas doenças e fazer com que a criança crie resistência a várias bactérias, reações de hipersensibilidade, dependência e sintomas de abstinência.
A automedicação é um ato de irresponsabilidade,  para quem consome os medicamentos e para quem os vende sem critérios. Remédios para dores de cabeça, por exemplo, quando vendidos e consumidos de forma errada, podem complicar os casos de Dengue . Há analgésicos que contém substâncias que agravam os sintomas ao invés de eliminá-los.

Outro exemplo de automedicação muito comum ocorre nos casos de gripe. O ideal é que doente fique em repouso e beba bastante líquido. Porém a prática, está bem longe disso.

Alguns antigripais além de não serem eficazes, aumentam o risco de piorar o quadro do paciente. Os xaropes, quando usados em exagero, facilitam uma arritmia cardíaca.

Os remédios para febre e os descongestionantes, se usados de forma errada podem levar ao aumento da pressão arterial

Os antitérmicos podem facilitar o desenvolvimento de algum tipo de lesão no fígado;

Também pode ocasionar intoxicação, resistência dos microorgânismo ao remédios,  dependência quimica entre outros.