Conselhos Médicos para controlar o STRESS

Conselhos Médicos para controlar o STRESS
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CONSELHOS MÉDICOS PARA CONTROLAR O STRESS

Aprenda a não exceder os limites do stress com os conselhos médicos dos cardiologistas da Fundação Portuguesa de Cardiologia. Identifique a origem do stress. O primeiro passo para controlar o stress é identificar as situações ou pessoas que o desencadeiam.

Basta estar atento aos sinais exteriores e relacioná-los com o que está a acontecer. Partilhe com as pessoas próximas o que sente. Aprenda a não guardar tudo para si. As tensões e emoções demasiado controladas provocam danos físicos e mal-estar psicológico. Está provado que desabafar e exteriorizar o que se sente contribui para uma melhor saúde. Aprenda a dizer não. Sempre que possível não vá contra a sua natureza.

Não se sobrecarregue com obrigações ou responsabilidades excessivas: se o confrontam com um pedido exagerado (em termos de tempo ou exigência), recuse-se a cumpri-lo. Lembre-se que ninguém o respeitará, se não souber respeitar-se.

Cuide de si: alimente-se de forma saudável e pratique exercício. Uma dieta equilibrada, rica em frutas, verduras, fibra e vitaminas ajuda o corpo a proteger-se.

Evite o excesso de gorduras, açúcar e também café, álcool e tabaco. A atividade física, quando praticada com regularidade, aumenta a sensação de bem-estar (devido à produção de endorfinas).

Consulte o seu médico, para averiguar qual a atividade mais apropriada para si: ioga, jogging, marcha, natação ou outra qualquer. Opte por uma postura otimista.

Nem sempre é fácil, mas procure contrariar as tendências negativas: tenha um pensamento positivo perante as várias situações, seja mais confiante e flexível.

Tudo isto contribui para aumentar a sua resistência ao stress. Aprenda a gerir o tempo. Procure intercalar trabalho, família, lazer e descanso. Procure ser o condutor do seu tempo e não o contrário. Estabeleça prioridades e objetivos. Aprenda a relaxar todos os dias.

Uma vez que é impossível prever ou evitar algumas das situações que nos causam ansiedade, o melhor é escolher uma boa estratégia para as enfrentar.

Aprenda a relaxar progressivamente os músculos e a mente: ao fazê-lo, a frequência cardíaca e a pressão arterial diminuem imediatamente. Não ignore o stress, porque ele não o ignora a si.

Ao contrário da diabetes, da tensão arterial ou do colesterol, o stress é difícil de medir e avaliar e, como tal, é mais complicado estabelecer relações entre o seu grau de existência e o aparecimento de doenças cardiovasculares. Lembre-se que a sua saúde pode estar em risco.

Apesar de o stress não ser a causa principal de problemas cardíacos, pode contribuir para o agravamento dessas patologias, uma vez que, entre outras consequências, faz subir a pressão arterial, dificulta a cicatrização e torna-nos mais vulneráveis a ataques patogénicos exteriores assim como a adições.

FASES DO STRESS

Primeira Fase — O cérebro dá o alarme: As regiões situadas na parte inferior do cérebro enviam os primeiros sinais de alarme para todo o corpo.

O hipotálamo e a hipófise libertam uma série de substâncias químicas (como adrenalina, cortisol ou aldosterona) que fazem reagir o nosso organismo ao “perigo” que se aproxima.

Segunda Fase — O corpo resiste: Após a fase de alarme, o corpo adaptou-se às circunstâncias e recuperou o seu estado normal. Dependendo da resistência de cada pessoa, esta fase pode ter uma duração mais ou menos longa, até que o corpo alcance a fase seguinte.

Terceira Fase — Fase extenuante: Quando o stress atinge este patamar, é sinal de que o seu grau é bastante severo. O risco de adoecermos, aumenta, assim como a propensão para acidentes cardiovasculares. Os conselhos são dos médicos especialistas da Fundação Portuguesa de Cardiologia e pelo Professor Doutor Manuel Oliveira Carrageta.